sábado, 13 de setembro de 2014

Os “irmãos” e “irmãs” de Jesus Cristo

                                                     Os “irmãos” e “irmãs” de Jesus Cristo




                   Na Sagrada Escritura diz textualmente sobre os “irmãos” e “irmãs” de Jesus Cristo em Mt. 12, 46-47 e 13, 55-56;  Mc. 3. 31-35 e 6,3;  Lc. 8, 19-21;  Jo. 2,12.

“Jesus falava ainda a multidão quando veio sua mãe e seus irmãos, e esperavam do lado de fora a ocasião de lhe falar. Disse-lhe alguém: “Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar-te.”
                           Mt. 12, 46-47

“Não é este o filho do carpinteiro?  Não é Maria sua mãe?  Não são seus irmãos: Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs não vivem todas entre nós?”
                             Mt. 13, 55-56


“Chegaram sua mãe e seus irmãos e estando do lado de fora, mandaram chamá-lo.  Ora a multidão estava sentada ao redor dele; e disseram-lhe: “Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e te procuram.”
                               Mc. 3, 31-35

“Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Não vivem entre nós também suas irmãs?”
                                Mc. 6, 3

                   Como se vê acima, Jesus teve 4 “irmãos” e segundo os evangélicos, teve 3 “irmãs”, porém, não se vê  textualmente no evangelho, os nomes das “irmãs” de Jesus Cristo.

                   A Madre Igreja Católica Apostólica Romana diz que Maria Santíssima foi virgem na concepção e durante o parto de Jesus Cristo, como em toda sua vida.

                   Voltando a Sagrada Escritura no evangelho de Lucas, 2, 41-52, temos Jesus Cristo com idade de 12 anos, e nesse episódio narrado nos versículos 41 ao 52, a Sagrada Família era composta de José, Maria e Jesus Cristo, portanto o Evangelho confirma textualmente que até os 12 anos, Jesus não tinha irmão de carne, como não se demonstra que Maria Santíssima esperasse um filho.

                   Depois deste episódio, houve um grande silêncio do Evangelho em relação a Sagrada Família, só voltando quando Jesus Cristo tinha 30 anos de idade, quando começou sua vida pública e realizou plenamente sua especialíssima missão.

                   Portanto, temos um período sem notícias de 18 anos, compreendendo a diferença dos 12 anos aos 30 anos de Jesus Cristo.

                   Suponhamos que Maria Santíssima engravidasse quando Jesus estivesse com 13 anos de idade.  Logicamente o nascimento dessa criança seria quando Jesus ainda estivesse com os 13 anos ou quando estivesse com os 14 anos.

                   Suponhamos ainda, que Maria Santíssima engravidasse sucessivamente todos os anos até completar o suposto oitavo filho que teve, nós teríamos sucessivamente os seguintes irmãos de Jesus, compreendendo Jesus Cristo com 30 anos de idade: O segundo na linha de sucessão estaria com 16 anos; o terceiro na linha de sucessão estaria com 15 anos; o quarto na linha de sucessão estaria com 14 anos; o quinto na linha de sucessão estaria com 13 anos; o sexto na linha de sucessão estaria com 12 anos; o sétimo na linha de sucessão estaria com 11 anos de idade e o caçula estaria, portanto com 10 anos de idade, isto logicamente comparando com o primogênito, Jesus Cristo, com idade de 30 anos.

                   Vejam bem, esta lógica seria se Maria Santíssima tivesse todos os anos filhos, sem intervalo de interrupção, pois se houvesse com certeza o caçula poderia ser uma criança de colo, e Jesus com 30 anos.                                                                    

                   Ora, os homens e mulheres ditos no Evangelho como “irmãos” e “irmãs” de Jesus, eram homens feitos e mulheres adultas, o que para a época eram homens e mulheres com mais de 25 anos de idade. Haja vista, as condições da época e do próprio Jesus Cristo, como exemplo concreto, que começou sua vida pública aos 30 anos de idade.

                   Continuando na mesma lógica vemos em João 19, 26-27:

“Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe.”

Continuando o evangelho diz: “E desta hora em diante o discípulo a levou para sua casa.”

                   Ora, neste momento Maria Santíssima que era viúva, perdera o único filho na cruz, conseqüentemente ficou só, pois São José a muito tinha falecido, foi amparada pelo discípulo amado, São João, que a acolheu até seus últimos dias na terra.

                   E a Igreja Católica, denomina a família de Jesus, como a Sagrada Família. Sagrada, porque de Maria Santíssima, veio ao mundo o filho de Deus, Deus também, Jesus Cristo, e veio por intervenção do Espírito Santo, preservando a pureza e virgindade de Maria.   Todos os três, Maria, Jesus e José, eram pessoas integras, exemplos de fidelidade, humildade, castidade, de família, de pai, de mãe, de filho, enfim, era uma família perfeita e exemplo para todas as famílias no mundo, que queiram a perfeição, a santidade.

                   Agora, com esta estória, de “irmãos” e “irmãs” de Jesus, como ficaria a Sagrada Família? Pois, Jesus Cristo, no alto da cruz, pede a um discípulo que seja o filho de sua mãe, e que sua mãe seja a mãe dele, do discípulo.

                   Aí, surgem as seguintes perguntas? Onde estavam os “irmãos” e “irmãs” de Jesus nesta hora de aflição e agonia? Também, abandonaram Jesus e a própria mãe, Maria? Se realmente existissem esses filhos e filhas de Maria, irmãos de Jesus, a família sagrada não passaria de um engodo. Pois, onde estariam esses irmãos ingratos e infiéis? Que mau exemplo de filhos e irmãos

                   Qual o exemplo que a igreja poderia utilizar de uma família nestas condições?

                   Como se admitiria irmãos e irmãs que na hora que Jesus mais precisava, estavam aonde? Seriam tão traidores e infiéis quanto os discípulos, mais grave ainda, porque eram da família. E qual o exemplo de mãe seria Maria Santíssima, que nesta hora extrema foi cuidada por um estranho quando tinha outros “filhos”?

                   E como ficaria a Família Sagrada depois de tamanha falta?  Como ficaria o Espírito Santo, depois de escolher uma mulher, Maria Santíssima, para ser mãe do filho de Deus, Jesus Cristo, e de um pai adotivo, São José, que não deu a educação verdadeira e santa para os “irmãos” e “irmãs” de Jesus ?  

                   Se observarmos com olhar justo, veremos que a Sagrada Família, além da grande humildade, fidelidade, sinceridade, honestidade, também, tinha uma grande virtude muito preservada, e muito proclamada, A CASTIDADE. Maria Santíssima foi escolhida entre várias virgens a mais santa, como são José também o foi, sem deixar de falar que Jesus Cristo, também foi, virgem e casto, como queria seus discípulos castos, é só verificar como falava no evangelho. Por isso, que a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, segue o que Jesus Cristo pediu de seus discípulos, além da castidade, que deixasse tudo, pai, mãe, bens, usasses apenas duas túnicas etc.

                   Portanto, a família Sagrada, Santa e Perfeita é: Jesus, Maria e José. Qualquer inclusão é maldade, no intuito de denegrir e querer destruir os planos de Deus e a Imagem da Família Santa e Sagrada. 

                                  Walter Moraes de Souza e Silva

O HOMEM IMORTAL

                                                   O HOMEM IMORTAL

                      Desde tempos idos que se tem conhecimento da intenção do homem em descobrir algo que lhe desse a imortalidade.
                      Surgiram pessoas que se empreenderam no famoso “elixir da juventude”, e outras na descoberta da “fonte da juventude”; todas fracassaram.
                      Hoje, numa suposição, um cientista descobre um produto que realmente dá a imortalidade ao homem.
                      Ele como quase todos os homens de nossa época, que não é besta, patenteia a descoberta, e guarda a sete chaves, pensando no que vai fazer com a grande descoberta. 
                      Homens ricos sabendo da descoberta investem na compra do produto para uso pessoal, mas não lograram êxito.
                      Desses homens ricos seis se conhecem e se unem para elaborar uma estratégia na intenção de conseguirem o produto, e logicamente os seis se beneficiarem.
                      Enfim, os seis conseguem o produto com a respectiva patente. Mas, para tal empreendimento os seis investiram todas as suas riquezas, tendo o seguinte pensamento: “nós estamos na faixa dos 50 anos de idade, ricos, todavia estamos entrando na velhice, e como tudo é risco, vamos investir neste produto que nos dará a juventude, se dermos bem readquirimos tudo com o tempo”.
                      Realmente seus investimentos deram resultados positivos, pois quando chegaram aos 60 anos de idade perceberam que tinham o viço de um homem de 30 anos de idade.
                     Disseram o mundo é o limite, e partiram cada um do seu lado a procura de realizar suas ambições.
                     Chegaram aos 100 anos de idade, e viram que estavam mais ricos do que quando tinham 50 anos, com uma condição a mais, ainda continuavam como um homem de 30 anos de idade.
                     Investem mais ainda, e com 150 anos percebem que estavam milionários, continuam investindo cada vez mais, sem limites para suas ambições pessoais, sem ver nado no mundo a não serem seus progressos pessoais. Ao topo do mundo diziam.
                     Chegam aos 200 anos e percebem que são os donos do mundo, porém um deles, numa noite silenciosa, solitário, em sua mansão, pensando no sucesso de tudo que conseguiu sente um vazio profundo.
                     Diz para si: “como posso sentir esse vazio profundo se sou um homem realizado, tenho tudo que queria é só estalar um dedo e tudo acontece em minha volta, com algo mais, sou imortal, o que está acontecendo comigo? Pensava.
                      Aí vem o famoso balanço da vida, e percebe que está só. Seus amigos de infância há muito tinham morridos, já tinha perdido o contato com eles já na época do empreendimento da grande jornada ambiciosa. Hoje, já estava na 4ª ou 5ª geração dos amigos, e tudo era estranho, esses descendentes eram estranhos, desconhecidos, sem qualquer laço, aliás, a 4ª e 5ª geração dos amigos nem tinham idéia dos seus próprios bisavós.
                      Imediatamente marca uma reunião importante com os outros 5 imortais, que aconteceria em todo fim de semana próximo.
                     Reunião formada, o homem do sentimento acima, conta a sua última experiência aos outros. Quando acabou de contá-la, houve um grande silêncio, depois de algum tempo outro homem rompe o silêncio contando o seguinte: “Eu no momento da experiência com o produto, resolvi arregaçar as mangas, e mãos a obra para conseguir todo meu intento”. Logo sua mulher faleceu, onde distanciou um pouco dos seus filhos para seguir seu ideal, que por sua vez os filhos seguiram seus ideais também, morreram, os netos morreram também, os bisnetos seguiram a mesma fase cronológica e há um ano descobriu também, que seus descendentes são estranhos.
                      Outro conta uma estória semelhante, só com um pequeno detalhe, as pessoas da 5ª e 6ª geração, quando se aproximavam dele, percebeu que essa aproximação era interesseira, todos só queriam se dar bem numa amizade com um milionário. Também se distanciou de todos sentido só no mundo. 
                      Depois outro conta sua situação psicológica. Disse: “eu me sinto um peixe fora d’água, pois aquele mundo da nossa infância, da nossa adolescência, etc., não mais existe, e sinto uma profunda saudade daquela época, tudo mudou, mudou muito, e deixou minha alma apreensiva, insatisfeita, apesar do grande poder que tenho na sociedade.
                     Foi um fim de semana de muita conversa relatos de experiência vivida, e muito momento de isolamento e um silencio profundo, pessoal, intenso, pois depois de cada relato acontecia uma dispersão automática, e cada um saia para um lado meditando isoladamente.
                     No último dia, domingo, no crepúsculo da tarde, eles fazem um banquete de tudo do melhor que o mundo pode oferecer, comeram, beberam, e conversava muito pouca. Mas, estavam muito atentos ao momento, aí surgiu aquele vazio de então, profundo, muito profundo, desta vez coletivo, agora era os seis ao mesmo tempo, se olharam e perceberam que estão com o mesmo sentimento, silenciosamente param de beber e comer, e no âmago de suas almas pensam: como seria bom morrer.

        Walter Moraes